sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Festa em honra da Srª da Mó - 7 e 8 de setembro 2012

(Arouca) - Situa-se, por estrada, a 8 Km. da Vila de Arouca. Eleva-se rapidamente à altitude de 711 m. Do seu cume desfruta-se uma deslumbrante vista panorâmica sobre o vale de Arouca. No seu ponto mais elevado existe uma capela dedicada a Nossa Sra. Da Mó, de contornos muito característicos e que se presume ser do séc. XVI. A festa em honra de Nossa Sra. Da Mó, comemora-se nos dias 7 e 8 de Setembro.

Desde os primeiros séculos que os fiéis, para louvarem a Mãe de Jesus, lhe dedicaram mosteiros, capelas, igrejas e basílicas, onde é invocada com diversos títulos marianos, conforme as etimologias das preces ou das graças recebidas. Entre muitos outros, contam-se os nomes de Nossa Senhora da Esperança; das Febres; do Leite; da Boa Morte; dos Milagres; do Parto; da Vida; do Amparo; da Saúde; da Confiança e do Bom Sucesso.

Principalmente no dia 8, ou durante todo o mês de Setembro, é designada e festejada, entre muitas outras denominações e localidades, por Nossa Senhora da Piedade (Caniçal, Machico, ilha da Madeira); dos Remédios (Lamego); da Ajuda (Arranhó, Arruda dos Vinhos); da Encarnação (Buarcos, Figueira da Foz); da Luz (Lagoa, Algarve); de Aires (Viana do Alentejo); das Dores (Ponte de Lima); da Cola (Ourique) e da Mó (Arouca).

Em Arouca, Nossa Senhora da Mó é considerada advogada dos campos, das colheitas e dos animais e protectora contra as secas e as trovoadas. Diz-se também que a Senhora «tem mais seis irmãs», por igual número serem as ermidas de invocação mariana que se avistam da sua capela, localizadas nos montes em redor: Senhora do Monte; Senhora da Laje; Senhora das Amoras; Senhora do Castelo; Senhora Guia e Santa Maria do Monte.

Outrora, durante a romaria, decorria uma feira junto da ermida, situada no alto do Monte da Senhora da Mó, acendiam-se fogueiras de pinhas, que ardiam a noite inteira, e fazia-se, segundo parece, uma procissão desde Arouca até ao santuário.

Hoje, em vez das fogueiras da noite do dia 7, o povo reúne-se na chamada «Casa da Ceia», ao lado da capela, para tomar parte na já tradicional «bacalhoada arouquense» a lembrar, talvez, os piqueniques de tempos idos. No dia 8 é celebrada missa pelas onze horas, seguida de procissão, a cumprir o ritual de dar a volta ao antigo cruzeiro.

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