domingo, 24 de junho de 2012

Foto da Semana

(Arouca) - O Conjunto Etnográfico de Moldes em mais uma execução de Cantos e Cramóis nos claustros do Mosteiro de Arouca.

"Botar as Cantas"

quinta-feira, 21 de junho de 2012

R.F. de Santa Cruz de Alvarenga

(Arouca) - Alvarenga é uma freguesia do Concelho de Arouca, Distrito de Aveiro, tendo já em determinado momento da sua antiquíssima história, ostentado o título de concelho. A localidade situa-se num vale de rara beleza, na proximidade do rio Paiva, considerado um dos rios mais límpidos da Europa, sendo visitada por numerosos turistas que procuram as suas paisagens, as frescas águas do rio Paiva e outros locais de interesse como a Carreira dos Moinhos e o Pelourinho, ou na parte da gastronomia, o famoso Bife à moda de Alvarenga.
  
O Rancho Folclórico da Casa do Povo de Alvarenga, uma das muitas associações existentes na freguesia, nasceu em 1974, por ocasião de umas marchas populares realizadas na época do Carnaval. Embora a região de Alvarenga pertença em termos etnográficos, às Terras de Santa Maria, a grande proximidade das Terras de Montemuro leva que o folclore da zona mostre uma harmoniosa combinação de ambas as influências, tanto ao nível das danças como dos cantares.

 
Um dos maiores atractivos nos espectáculos do Rancho Folclórico da Casa do Povo de Alvarenga reside nos trajes envergados pelos seus elementos. Tanto os trajes, como as danças e cantares do grupo, são resultado de minuciosas recolhas feitas pelos elementos do rancho, tanto entre a população da freguesia como no Cancioneiro de Arouca.


Tem como danças tradicionais a Contradança, a Cana Verde, a Tirana, o Suspiro, o Minério e muitas outras. Realiza outras atividades anuais como as Janeiras, Marchas Populares, Desfolhadas, Matança do Porco e Bailes à Moda Antiga. Está sediado na Casa do Povo de Alvarenga, possuindo cerca de 50 elementos e é filiado no INATEL.

No vídeo abaixo, temos a execução do Rancho de Alvarenga dançando a "Tirana". Ao lado, em nosso tocador de músicas, encontram o "Vira Corrido".



sábado, 16 de junho de 2012

"Canta" - No alto daquela Serra

(Arouca) - No passado, a canta, também designada por cantada ou cantiga, definia uma prática performativa muito comum no Concelho de Arouca, onde a agricultura constituía uma atividade central das populações locais.

As tarefas agrícolas que implicavam a presença de muitos participantes, como as que estavam associadas ao cultivo do milho, do linho, ou do vinho, propiciavam momentos de encontro coletivo onde se reuniam, por vezes, cerca de 20 a 30 pessoas.

O canto, sobretudo nas atividades que não implicavam um esforço físico muito intenso, constituíam um modo de comunhão solidária entre os participantes que assim partilhavam repertório e também o construíam improvisando. As histórias que as cantas contam, são também, argumentos mais do que suficientes para transformar o trabalho mais difícil, em tarefas menos duras.

De característica bastante mordaz, por vezes até malicioso, sempre escondido por um segundo sentido das palavras e das frases, as cantas eram também formas de divertimento sobretudo entre as mulheres.

Atualmente, pode-se encontrar as cantas em diversas situações, tanto nos grupos folclóricos, como  nas desfolhadas coletivas realizadas nas freguesias, como lembrança de um passado agrícola mais pujante, manual e colectivo.

A flexibilidade na execução do cantar, reflecte-se fundamentalmente no modo como as vozes podem ou não se acrescentar à melodia principal que mantem-se de forma mais estática, independente dos seus intérpretes. O acto de acrescentar vozes progressivamente mais agúdas em relação à voz inicial, designa-se por "botar".

As vozes que "botam" não são previamente combinadas. É normalmente durante a performance do primeiro intérprete, que começam a entrar os outros cantadores, deixando de ser uma música de uma voz (uníssona), para cantas de duas ou três vozes.

A ausência de refrão é também uma característica comum à maioria das cantas, sendo recorrente a técnica de iniciar as estrofes repescando o último verso da estrofe anterior.

Para ilustrar esta postagem, fica uma gravação efetuada no Centro Cultural de Rossas, no dia 5 de março de 2005. É uma canta de autoria desconhecida, realizada pelas seguintes senhoras: Maria Emília Brandão, Cristalina Ribeiro, Luciana Gomes, Emília Rodrigues, Carla Almeida e Maria Emília Gomes. Para ouvir, basta encontrar a música no tocador ao lado. Abaixo segue a estrofe:

No alto daquela serra
Está lá um lenço, está lá um lenço de mil cores.
Está dizendo viva, viva-ai
Morra quem, morra quem não tem amores.

domingo, 10 de junho de 2012

Festival de Folclore de Arouca - 4 de Agosto 2012

(Arouca) - Realiza-se no próximo dia 4 de agosto, o Festival de Folclore organizado pelo Rancho Folclórico da Casa do Povo de Arouca.

Como parte da programação, haverá a recepção aos grupos participantes, o jantar convívio e o desfile pelas artérias principais da Vila. As representações estarão localizadas no Terreiro da Rainha Santa Mafalda.

Os grupos participantes e suas regiões são:

  • R.F. da Casa do Povo de Arouca - Douro Litoral Sul
  • R.Infantil da Casa do Povo de Arouca - Douro Litoral Sul
  • R.F. de Fazendas de Almeirim - Ribatejo
  • R.F.E. de Ponte da Barca - Alto Minho
  • R.F. Almeida Garret - Rio de Janeiro - Brasil
  • G.R. de Moreira da Maia - Douro Litoral Norte
  •  Espetáculo de Samba - R.F. Almeida Garret


Além dos magníficos grupos folclóricos convidados de diversas localidades portuguesas, teremos a atuação do Rancho Folclórico Almeida Garret, proveniente do Brasil, cidade do Rio de Janeiro. Em disgressão a Portugal, trás consigo além do folclore português, um espetáculo de samba como actividade cultural brasileira.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Criadas de Servir

(Arouca) - As raparigas que deixavam a terra para servir, tinham como destino as cidades do Porto, Gaia, Maia e outras terras adjacentes ao Porto.

Partiam à procura de uma vida mais desafogada. Esperavam um dia regressar como esposas e mães dignas de uma sociedade sóbria e cortês, como era usual naquela época. Pensavam que só na cidade grande encontrariam o rapaz dos seus sonhos, o amor da sua vida.

Muitas pensavam em seus ideais construindo um lar em um abrigo abastado. Outras mulheres o acaso lhe pregava o imprevisto, cheias de desilusões e ameaças.

Mal pagas, voltavam com um filho nos braços, enganadas ou desonradas pelo patrão e seus filhos. Uma mãe solteira era considerada mulher de "má vida", sem lugar entre a sociedade de "bem". Cabisbaixas, eram olhadas maldosamente por outras pessoas e maltratadas por familiares, sobretudo por parte do pai que via a situação da filha como uma desgraça que lhe entrara portas a dentro.

O maior números de mães solteiras era freqüente nas raparigas pobres ou criadas de servir.

Segue abaixo um trecho de um poema, que ilustra muito bem como as pessoas da época tratavam e se dirigiam às criadas de servir. Recolhido no lugar de Fermedo, retrata o diálogo entre um vendedor de tecidos e uma criada de servir:

- Diga-me ó menina Arminda
Se na cidade tem alguém?
Deve arranjar um namoro
Como todas as mulheres têm.

- Eu não quero me casar
Segundo à fortuna que se vê
Que d'hoje em dias os homens
Só quer q'uas as mulheres le dê.

- Isso não são homens, são canalha
Tratam-se por rapazinhos
Que às mulheres só podem dar
Abraços e beijinhos.

- Aos homens maliciosos
Nunca lhe faltam cantigas
São diabos infernais
Perdição das raparigas
Quantas moças desgraçadas
São por eles perseguidas.

C.E. de Moldes - Vira de Cruz

(Arouca) - "Era com este instrumental que muitas das vezes a música se tornava um acessório da dança, bastando por vezes uma viola ou um bombo para marcar o ritmo. 

No Vira de Cruz, "ritmo e apenas ritmo", sem acompanhamento de canto. É um vira valseado dançado apenas com dois pares, um ao centro e outro ao lado. É um vira "roubado" em que o ritmo que manda a cadência dos corpos".


quarta-feira, 30 de maio de 2012

G.E.D.C. Fermedo e Mato

(Arouca) - Fundado em 1981, o Grupo Etnográfico de Danças e Cantares de Fermedo e Mato, é um excelente representante da cultura arouquense, mais especificamente das Freguesias de Fermêdo e São Miguel do Mato. É membro efectivo da Federação de Folclore Português.

Além da sua atuação habitual, participa de inúmeras representações quanto as formas de trabalho agrícola, como as espadeladas do linho e a malha do centeio. Carrega para os locais de atuação "à moda antiga", um tear onde uma das componentes mais antigas, trabalhou anos a fio nesta ferramenta e hoje divulga nossa cultura como forma de lazer.

Tem como repertório musical a Rabela, o Vira Velho, o Vira Serrado, o Malhão, a Tirana, a Ciranda entre muitas outras.

Apresenta diversos cantares representando variadas situações do cotidiano, em caráter religioso e também alguns rituais como o carcterístico Ementar das Almas, que merece uma postagem a parte futuramente neste blog.

O Grupo está situado na Casa de Cultura de Fermedo, onde também possui uma biblioteca e um auditório disponível para os habitantes locais no lugar de Cabeçais.


O trabalho empenhado nos últimos 31 anos, seja pela qualidade, como pela quantidade de encenações, coloca o Grupo de Fermedo como um dos melhores representantes da cultura arouquense. As músicas do repertório, são as que mais se adaptam a realidade do início do século XX. As violas braguesas, os cavaquinhos e o bumbo, ditavam o ritmo onde eventualmente aparecia um harmônio a soar as suas notas. O trajar de trabalho com tecidos rústicos, de estopa, serguilha e os trajes domingueiros, possuem características próprias pela proximidade e interferências culturais e comerciais no início do século com a "Vila da Feira", hoje nomeada Santa Maria da Feira.

Segue abaixo o vídeo da "Cana Real das Canas", estreando o perfil do Folclore de Arouca no YouTube. Para acessar, pressione aqui. Esta moda se encontra em nosso tocador de músicas.


terça-feira, 8 de maio de 2012

Lendas da Rainha Santa - A Mula

(Arouca) - A lenda à seguir, refere-se ao falecimento da Rainha Santa Mafalda, no dia 02 de Maio de 1256.

A história é ligada a duas freguesias portuguesas. A primeira freguesia é Arouca, cidade na qual morou a Rainha entre 1217 e 1256. A segunda  localidade é a freguesia de Rio Tinto do Concelho de Gondomar.

"Em uma de suas romarias para a cidade de Rio Tinto, a Beata Mafalda veio a falecer repentinamente. Nesse ambiente de luto e tristeza, iniciou-se uma disputa resolvida de forma peculiar.

Os habitantes de Rio Tinto, queriam que a Beata fosse sepultada nas terras desta localidade. Mas em Arouca a população discordava, pois Mafalda viveu no mosteiro arouquense por quase toda sua vida, além das melhoras econômicas e comunitárias ligadas ao Mosteiro de Arouca.

Neste momento de discórdia, alguma pessoa que não se sabe quem, sugeriu que colocasse o caixão no qual se encontrava o corpo de D. Mafalda sobre a mula na qual costumava viajar. Para onde a mula fosse, seria o local de seu sepultamento.

Ao carregarem a mula com o corpo de Mafalda e seu túmulo de pedra, logo imaginaram  que a mula parasse pelos arredores de Rio Tinto. Milagrosamente não foi isso que aconteceu. A mula seguiu caminho até Arouca. Ao entrar no Mosteiro, repousou esgotada no altar de São Pedro, morrendo logo à seguir."

Túmulo Relicário e Túmulo de Pedra
Esta lenda é interessante por diversos aspectos. Mesmo não sendo considerada Santa pela igreja católica, a Rainha ganhou este "título popular" graças ao esforço de sua mula, e pela vida dedicada a caridade nos tempos do Mosteiro. Vale lembrar que seu titulo perante a igreja católica é de beata, herdado em 1793 pelo papa Pio VI.

Outra divergência encontrada na lenda, é quanto ao local de falecimento de Mafalda. A lenda retrata que a morte aconteceu nas proximidades de Rio Tinto, mas o verdadeiro local de sua morte foi na freguesia de Tuias, concelho de Marco de Canaveses, a aproximadamente 57 km. de distância de Arouca.

Na freguesia de São Nicolau em Marco de Canaveses, existe uma rua chamada "Rua Rainha Dona Mafalda". Mas esta rua por vezes tem ligações com a avó da Beata, que também se chamava Mafalda.

sábado, 5 de maio de 2012

C.E. de Moldes de Danças e Corais Arouquenses

(Arouca) - O grupo que tem por nome "Conjunto Etnográfico de Moldes de Danças e Corais Arouquenses" ou simplesmente "Rancho de Moldes", está situado na freguesia de mesmo nome, Moldes, a aproximadamente 4 km. do Centro da Vila de Arouca.

A sua origem em 1945, funde-se com a origem da Feira das Colheitas. A Europa era depauperada pela IIª Guerra Mundial e em Portugal alastrava a fome e a miséria. A lavoura mergulhava em um enorme precipício.

Pela mão do Presidente do Grémio da Lavoura, António de Almeida Brandão, idealizava-se a Feira das Colheitas. Em todas as freguesias do Concelho, formou-se uma Comissão para incitar os lavradores ao melhoramento do trato das terras e dos gados, com o objectivo de aumentar a produção, mas também, para dinamizar as comunidades para formarem agrupamentos folclóricos que se reuniriam em Setembro, na referida Feira das Colheitas. Como atractivo, instituiu vários prémios que serviram de verdadeiro incentivo. O Rancho de Moldes compareceu fiel das tradições de Arouca.

Desde 1945, que o grupo se mantém em actividade permanente, trabalhando na recolha, preservação e divulgação do folclore e etnografia do Concelho de Arouca, tendo em 1958 adoptado o título que hoje ostenta. É um dos grupos fundadores da Federação de Folclore Português. Actualmente, é membro do INATEL, do RNAJ e da Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnografia.

O grupo divulga também, a polifonia vocal tradicional da região de Arouca, salientando-se os velhos cramóis (canto a três vozes) que são um verdadeiro tesouro cultural, tendo editado um CD de corais tradicionais de nome “Cantas e Cramóis”.

DANÇAS

Arouca viveu durante séculos em um comunitarismo agro-pastoril que lhe era imposto pela situação geográfica e por certo isolamento rural, apenas realizando alguns contactos com o povo duriense e da beira-mar, geralmente por altura das grandes festas e romarias de então, especialmente o Senhor da Pedra em Miramar.
O grupo apresenta danças populares e que são as que se confinam a dois períodos de actividade coreográfica, o de tensão e o de distensão, reguladas por um cantador integrado no suporte rítmico. Tais danças são caracterizadas pela sua serenidade e valseado.

As danças são essencialmente comunitárias e tinham uma função social meramente recreativa sem qualquer significado ritualista, mágico, litúrgico ou religioso, apesar de algumas delas estarem relacionadas com um determinado carácter laboral ou religioso, foram inventadas pelo povo para o seu divertimento.

E o nosso vídeo de hoje, em homenagem a este lindo grupo, é também uma das músicas mais significativas do nosso Concelho, o "Corre-Corre".

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Lendas da Rainha Santa - As Pêgas

(Arouca) - Após uma série de postagens sobre a história da Padroeira de Arouca, e a programação da festa que ocorre na freguesia, retornamos ao assunto de carácter folclórico, aquele que estamos mais dispostos a apresentar a todos que aqui freqüentam.

As lendas, fazem parte do universo folclórico, assim como a dança, a música, as rezas, as supertições, as crenças, os contos, os provérbios, o artesanato, os jogos, a religiosidade, os mitos e uma infinidade de outros temas que iremos abordar na continuidade deste espaço. O objectivo deste blog, além de expandir a cultura arouquense, é servir de ferramenta para que os grupos folclóricos se utilizem deste material, para agregar valor a suas representações para a sociedade na qual fará a sua actuação.

AS PÊGAS E A RAINHA SANTA MAFALDA
 
As pêgas são aves que pertencem à família dos corvídeos. Têm plumagem preta com reflexos metálicos, largas manchas brancas, e longa cauda. Chega a ter 50 cms. de envergadura quando têm as asas abertas. Têm um hábito peculiar: fazem grandes ninhos no cimo das árvores, para onde costumam levar objectos brilhantes.

"Diz o povo que no Século XIII, uma freira que professava no Convento de Arouca, entretinha-se a costurar e bordar nas suas horas de lazer junto à janela da sua cela, pois tinha mais luz e beneficiava do calor do sol.

Certo dia deixou o dedal em prata no peitoril da janela. Quando regressou à cela, verificou que o dedal tinha desaparecido. Pensou que ele tivesse caído na cerca do mosteiro, pelo que o procurou, mas o dedal nunca mais apareceu.

Passado algum tempo, a Rainha Santa Mafalda estava a rezar o seu rosário passando os dedos pelo seu valioso terço em ouro. Chamada para resolver um problema, pousou o terço junto à janela. Quando regressou, o terço tinha desaparecido. Procurou-se na cerca do mosteiro, fizeram-se preces e novenas, mas nada do terço.

Decorridos alguns dias, um lavrador da Aborrida (lugar contíguo ao convento), bateu à porta do Mosteiro e veio dizer que tinha visto uma pêga com um objecto brilhante no bico. Contou que lhe atirou com uma pedra porque ela voava baixo, e que a ave com medo, tinha deixado cair um terço. Atendendo ao valor do terço, pensou logo que se tratava dum objecto pertencente a alguém do convento, pelo que o queria entregar.

A alegria foi muito grande no Convento, por ter aparecido o valioso terço. A Rainha Santa Mafalda recolheu-se à sua cela, e quando foi à janela, verificou que um bando grande de pêgas esvoaçava  ruidosamente junto ao seu quarto.

Perante o ocorrido, a Rainha Santa Mafalda não se conteve, e irritada, disse em voz muito alta:

”Eu vos esconjuro suas ladras. Saiam da minha vista e desta terra para sempre”.

Diziam os antigos que, as pêgas quando chegavam aos limites do Concelho de Arouca, sentiam-se impedidas de prosseguir viagem e voltavam para trás. Durante séculos, diziam os nossos antepassados que as pêgas deixaram de existir em Arouca.