domingo, 15 de julho de 2012

Festival de Folclore de Canelas - 21 de julho de 2012

(Arouca) - No próximo dia 21 de Julho irá decorrer nas instalações da sede do Rancho Folclórico As Lavradeiras de Canelas o "17º Festival de Folclore de Canelas".

Grupos participantes:

- R.F. As Lavradeiras de Canelas - Arouca
- R.F. de Danças e Cantares de Mazedo - Monção
- R.F. de Ancede - Baião
- R.F. As Ceifeiras de Canedo - Santa Maria da Feira
- Rancho Juvenil de Lourosa de Matos - Arouca

Programa:

18h00 - Concentração dos grupos
20h00 - Jantar convívio dos grupos participantes
21h00 - Início do Festival 

Ficam todos convidados à assistir este festival de folclore, realizado num dos locais mais emblemáticos da freguesia, o Lugar das Eiras. Envolto de casas de xisto e canastros, torna-se um ambiente ideal para a prática folclórica, nos "transportando" para alguns anos atrás, onde nossos antepassados trabalhavam, cantavam e dançavam.

sábado, 14 de julho de 2012

Festival de Folclore de Alvarenga - 28 de julho de 2012

(Arouca) - Acontece no próximo dia 28 de julho, o "28º Festival Nacional de Folclore de Alvarenga". Organizado pelo Rancho Folclórico de Alvarenga, trás à freguesia em todos os anos diversos grupos folclóricos de norte a sul de Portugal.

Este ano, o Rancho anfitrião utilizará como tema do festival o pelourinho, monumento marcante da freguesia da Alvarenga e o evento ficará marcado pelo lançamento do primeiro CD intitulado “Alvarenga, de Arouca és a Princesa”. Além do trabalho discográfico, será apresentado o novo logótipo do rancho e a apresentação da proposta de Membro Honorário para o Dr. Fernando Teles.

Grupos Participantes:

- Rancho Típico da Boa Vista – Leiria
- Associação Cultural e Recreativa “As Croceiras de Carvalhosa” – Paços de Ferreira
- Rancho Típico de Semide – Miranda do Corvo
- Rancho Folclórico “As Trigueirinhas do Pisão” – V. N. Gaia
- Grupo “Os Pauliteiros de Ossela” – Oliveira de Azeméis
- Rancho Folclórico da Casa do Povo Santa Cruz de Alvarenga – Arouca

Programa:

17h00 – Receção dos Guias/Padrinhos
17h30 – Passeio pelo centro da freguesia
18h30 – Jantar dos grupos
20h30 – Concentração dos grupos na Casa do Povo
21h00 – Desfile dos grupos. (Casa do Povo – Trancoso – Largo do Lar)
21h30 – XXVIII Festival Nacional de Folclore de Alvarenga
         – Apresentação do novo logótipo do rancho organizador
         – Lançamento do CD “Alvarenga, de Arouca és a Princesa”
         – Proposta para atribuição do Título de Membro Honorário ao Dr. Fernando Teles
         – Entrega das fitas e lembranças aos ranchos participantes
         – Início das atuações
22h00 – Rancho Típico da Boa Vista – Leiria
22h30 – Associação Cultural e Recreativa “As Croceiras de Carvalhosa” – Paços de Ferreira
23h00 – Rancho Típico de Semide – Miranda do Corvo
23h30 – Rancho Folclórico “As Trigueirinhas do Pisão” – V. N. Gaia
00h00 – Grupo “Os Pauliteiros de Ossela” – Oliveira de Azeméis
00h30 – Rancho Folclórico da Casa do Povo Santa Cruz de Alvarenga – Arouca
01h00 – Encerramento do XXVIII Festival Nacional de Folclore de Alvarenga

domingo, 24 de junho de 2012

Foto da Semana

(Arouca) - O Conjunto Etnográfico de Moldes em mais uma execução de Cantos e Cramóis nos claustros do Mosteiro de Arouca.

"Botar as Cantas"

quinta-feira, 21 de junho de 2012

R.F. de Santa Cruz de Alvarenga

(Arouca) - Alvarenga é uma freguesia do Concelho de Arouca, Distrito de Aveiro, tendo já em determinado momento da sua antiquíssima história, ostentado o título de concelho. A localidade situa-se num vale de rara beleza, na proximidade do rio Paiva, considerado um dos rios mais límpidos da Europa, sendo visitada por numerosos turistas que procuram as suas paisagens, as frescas águas do rio Paiva e outros locais de interesse como a Carreira dos Moinhos e o Pelourinho, ou na parte da gastronomia, o famoso Bife à moda de Alvarenga.
  
O Rancho Folclórico da Casa do Povo de Alvarenga, uma das muitas associações existentes na freguesia, nasceu em 1974, por ocasião de umas marchas populares realizadas na época do Carnaval. Embora a região de Alvarenga pertença em termos etnográficos, às Terras de Santa Maria, a grande proximidade das Terras de Montemuro leva que o folclore da zona mostre uma harmoniosa combinação de ambas as influências, tanto ao nível das danças como dos cantares.

 
Um dos maiores atractivos nos espectáculos do Rancho Folclórico da Casa do Povo de Alvarenga reside nos trajes envergados pelos seus elementos. Tanto os trajes, como as danças e cantares do grupo, são resultado de minuciosas recolhas feitas pelos elementos do rancho, tanto entre a população da freguesia como no Cancioneiro de Arouca.


Tem como danças tradicionais a Contradança, a Cana Verde, a Tirana, o Suspiro, o Minério e muitas outras. Realiza outras atividades anuais como as Janeiras, Marchas Populares, Desfolhadas, Matança do Porco e Bailes à Moda Antiga. Está sediado na Casa do Povo de Alvarenga, possuindo cerca de 50 elementos e é filiado no INATEL.

No vídeo abaixo, temos a execução do Rancho de Alvarenga dançando a "Tirana". Ao lado, em nosso tocador de músicas, encontram o "Vira Corrido".



sábado, 16 de junho de 2012

"Canta" - No alto daquela Serra

(Arouca) - No passado, a canta, também designada por cantada ou cantiga, definia uma prática performativa muito comum no Concelho de Arouca, onde a agricultura constituía uma atividade central das populações locais.

As tarefas agrícolas que implicavam a presença de muitos participantes, como as que estavam associadas ao cultivo do milho, do linho, ou do vinho, propiciavam momentos de encontro coletivo onde se reuniam, por vezes, cerca de 20 a 30 pessoas.

O canto, sobretudo nas atividades que não implicavam um esforço físico muito intenso, constituíam um modo de comunhão solidária entre os participantes que assim partilhavam repertório e também o construíam improvisando. As histórias que as cantas contam, são também, argumentos mais do que suficientes para transformar o trabalho mais difícil, em tarefas menos duras.

De característica bastante mordaz, por vezes até malicioso, sempre escondido por um segundo sentido das palavras e das frases, as cantas eram também formas de divertimento sobretudo entre as mulheres.

Atualmente, pode-se encontrar as cantas em diversas situações, tanto nos grupos folclóricos, como  nas desfolhadas coletivas realizadas nas freguesias, como lembrança de um passado agrícola mais pujante, manual e colectivo.

A flexibilidade na execução do cantar, reflecte-se fundamentalmente no modo como as vozes podem ou não se acrescentar à melodia principal que mantem-se de forma mais estática, independente dos seus intérpretes. O acto de acrescentar vozes progressivamente mais agúdas em relação à voz inicial, designa-se por "botar".

As vozes que "botam" não são previamente combinadas. É normalmente durante a performance do primeiro intérprete, que começam a entrar os outros cantadores, deixando de ser uma música de uma voz (uníssona), para cantas de duas ou três vozes.

A ausência de refrão é também uma característica comum à maioria das cantas, sendo recorrente a técnica de iniciar as estrofes repescando o último verso da estrofe anterior.

Para ilustrar esta postagem, fica uma gravação efetuada no Centro Cultural de Rossas, no dia 5 de março de 2005. É uma canta de autoria desconhecida, realizada pelas seguintes senhoras: Maria Emília Brandão, Cristalina Ribeiro, Luciana Gomes, Emília Rodrigues, Carla Almeida e Maria Emília Gomes. Para ouvir, basta encontrar a música no tocador ao lado. Abaixo segue a estrofe:

No alto daquela serra
Está lá um lenço, está lá um lenço de mil cores.
Está dizendo viva, viva-ai
Morra quem, morra quem não tem amores.

domingo, 10 de junho de 2012

Festival de Folclore de Arouca - 4 de Agosto 2012

(Arouca) - Realiza-se no próximo dia 4 de agosto, o Festival de Folclore organizado pelo Rancho Folclórico da Casa do Povo de Arouca.

Como parte da programação, haverá a recepção aos grupos participantes, o jantar convívio e o desfile pelas artérias principais da Vila. As representações estarão localizadas no Terreiro da Rainha Santa Mafalda.

Os grupos participantes e suas regiões são:

  • R.F. da Casa do Povo de Arouca - Douro Litoral Sul
  • R.Infantil da Casa do Povo de Arouca - Douro Litoral Sul
  • R.F. de Fazendas de Almeirim - Ribatejo
  • R.F.E. de Ponte da Barca - Alto Minho
  • R.F. Almeida Garret - Rio de Janeiro - Brasil
  • G.R. de Moreira da Maia - Douro Litoral Norte
  •  Espetáculo de Samba - R.F. Almeida Garret


Além dos magníficos grupos folclóricos convidados de diversas localidades portuguesas, teremos a atuação do Rancho Folclórico Almeida Garret, proveniente do Brasil, cidade do Rio de Janeiro. Em disgressão a Portugal, trás consigo além do folclore português, um espetáculo de samba como actividade cultural brasileira.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Criadas de Servir

(Arouca) - As raparigas que deixavam a terra para servir, tinham como destino as cidades do Porto, Gaia, Maia e outras terras adjacentes ao Porto.

Partiam à procura de uma vida mais desafogada. Esperavam um dia regressar como esposas e mães dignas de uma sociedade sóbria e cortês, como era usual naquela época. Pensavam que só na cidade grande encontrariam o rapaz dos seus sonhos, o amor da sua vida.

Muitas pensavam em seus ideais construindo um lar em um abrigo abastado. Outras mulheres o acaso lhe pregava o imprevisto, cheias de desilusões e ameaças.

Mal pagas, voltavam com um filho nos braços, enganadas ou desonradas pelo patrão e seus filhos. Uma mãe solteira era considerada mulher de "má vida", sem lugar entre a sociedade de "bem". Cabisbaixas, eram olhadas maldosamente por outras pessoas e maltratadas por familiares, sobretudo por parte do pai que via a situação da filha como uma desgraça que lhe entrara portas a dentro.

O maior números de mães solteiras era freqüente nas raparigas pobres ou criadas de servir.

Segue abaixo um trecho de um poema, que ilustra muito bem como as pessoas da época tratavam e se dirigiam às criadas de servir. Recolhido no lugar de Fermedo, retrata o diálogo entre um vendedor de tecidos e uma criada de servir:

- Diga-me ó menina Arminda
Se na cidade tem alguém?
Deve arranjar um namoro
Como todas as mulheres têm.

- Eu não quero me casar
Segundo à fortuna que se vê
Que d'hoje em dias os homens
Só quer q'uas as mulheres le dê.

- Isso não são homens, são canalha
Tratam-se por rapazinhos
Que às mulheres só podem dar
Abraços e beijinhos.

- Aos homens maliciosos
Nunca lhe faltam cantigas
São diabos infernais
Perdição das raparigas
Quantas moças desgraçadas
São por eles perseguidas.

C.E. de Moldes - Vira de Cruz

(Arouca) - "Era com este instrumental que muitas das vezes a música se tornava um acessório da dança, bastando por vezes uma viola ou um bombo para marcar o ritmo. 

No Vira de Cruz, "ritmo e apenas ritmo", sem acompanhamento de canto. É um vira valseado dançado apenas com dois pares, um ao centro e outro ao lado. É um vira "roubado" em que o ritmo que manda a cadência dos corpos".


quarta-feira, 30 de maio de 2012

G.E.D.C. Fermedo e Mato

(Arouca) - Fundado em 1981, o Grupo Etnográfico de Danças e Cantares de Fermedo e Mato, é um excelente representante da cultura arouquense, mais especificamente das Freguesias de Fermêdo e São Miguel do Mato. É membro efectivo da Federação de Folclore Português.

Além da sua atuação habitual, participa de inúmeras representações quanto as formas de trabalho agrícola, como as espadeladas do linho e a malha do centeio. Carrega para os locais de atuação "à moda antiga", um tear onde uma das componentes mais antigas, trabalhou anos a fio nesta ferramenta e hoje divulga nossa cultura como forma de lazer.

Tem como repertório musical a Rabela, o Vira Velho, o Vira Serrado, o Malhão, a Tirana, a Ciranda entre muitas outras.

Apresenta diversos cantares representando variadas situações do cotidiano, em caráter religioso e também alguns rituais como o carcterístico Ementar das Almas, que merece uma postagem a parte futuramente neste blog.

O Grupo está situado na Casa de Cultura de Fermedo, onde também possui uma biblioteca e um auditório disponível para os habitantes locais no lugar de Cabeçais.


O trabalho empenhado nos últimos 31 anos, seja pela qualidade, como pela quantidade de encenações, coloca o Grupo de Fermedo como um dos melhores representantes da cultura arouquense. As músicas do repertório, são as que mais se adaptam a realidade do início do século XX. As violas braguesas, os cavaquinhos e o bumbo, ditavam o ritmo onde eventualmente aparecia um harmônio a soar as suas notas. O trajar de trabalho com tecidos rústicos, de estopa, serguilha e os trajes domingueiros, possuem características próprias pela proximidade e interferências culturais e comerciais no início do século com a "Vila da Feira", hoje nomeada Santa Maria da Feira.

Segue abaixo o vídeo da "Cana Real das Canas", estreando o perfil do Folclore de Arouca no YouTube. Para acessar, pressione aqui. Esta moda se encontra em nosso tocador de músicas.


terça-feira, 8 de maio de 2012

Lendas da Rainha Santa - A Mula

(Arouca) - A lenda à seguir, refere-se ao falecimento da Rainha Santa Mafalda, no dia 02 de Maio de 1256.

A história é ligada a duas freguesias portuguesas. A primeira freguesia é Arouca, cidade na qual morou a Rainha entre 1217 e 1256. A segunda  localidade é a freguesia de Rio Tinto do Concelho de Gondomar.

"Em uma de suas romarias para a cidade de Rio Tinto, a Beata Mafalda veio a falecer repentinamente. Nesse ambiente de luto e tristeza, iniciou-se uma disputa resolvida de forma peculiar.

Os habitantes de Rio Tinto, queriam que a Beata fosse sepultada nas terras desta localidade. Mas em Arouca a população discordava, pois Mafalda viveu no mosteiro arouquense por quase toda sua vida, além das melhoras econômicas e comunitárias ligadas ao Mosteiro de Arouca.

Neste momento de discórdia, alguma pessoa que não se sabe quem, sugeriu que colocasse o caixão no qual se encontrava o corpo de D. Mafalda sobre a mula na qual costumava viajar. Para onde a mula fosse, seria o local de seu sepultamento.

Ao carregarem a mula com o corpo de Mafalda e seu túmulo de pedra, logo imaginaram  que a mula parasse pelos arredores de Rio Tinto. Milagrosamente não foi isso que aconteceu. A mula seguiu caminho até Arouca. Ao entrar no Mosteiro, repousou esgotada no altar de São Pedro, morrendo logo à seguir."

Túmulo Relicário e Túmulo de Pedra
Esta lenda é interessante por diversos aspectos. Mesmo não sendo considerada Santa pela igreja católica, a Rainha ganhou este "título popular" graças ao esforço de sua mula, e pela vida dedicada a caridade nos tempos do Mosteiro. Vale lembrar que seu titulo perante a igreja católica é de beata, herdado em 1793 pelo papa Pio VI.

Outra divergência encontrada na lenda, é quanto ao local de falecimento de Mafalda. A lenda retrata que a morte aconteceu nas proximidades de Rio Tinto, mas o verdadeiro local de sua morte foi na freguesia de Tuias, concelho de Marco de Canaveses, a aproximadamente 57 km. de distância de Arouca.

Na freguesia de São Nicolau em Marco de Canaveses, existe uma rua chamada "Rua Rainha Dona Mafalda". Mas esta rua por vezes tem ligações com a avó da Beata, que também se chamava Mafalda.

sábado, 5 de maio de 2012

C.E. de Moldes de Danças e Corais Arouquenses

(Arouca) - O grupo que tem por nome "Conjunto Etnográfico de Moldes de Danças e Corais Arouquenses" ou simplesmente "Rancho de Moldes", está situado na freguesia de mesmo nome, Moldes, a aproximadamente 4 km. do Centro da Vila de Arouca.

A sua origem em 1945, funde-se com a origem da Feira das Colheitas. A Europa era depauperada pela IIª Guerra Mundial e em Portugal alastrava a fome e a miséria. A lavoura mergulhava em um enorme precipício.

Pela mão do Presidente do Grémio da Lavoura, António de Almeida Brandão, idealizava-se a Feira das Colheitas. Em todas as freguesias do Concelho, formou-se uma Comissão para incitar os lavradores ao melhoramento do trato das terras e dos gados, com o objectivo de aumentar a produção, mas também, para dinamizar as comunidades para formarem agrupamentos folclóricos que se reuniriam em Setembro, na referida Feira das Colheitas. Como atractivo, instituiu vários prémios que serviram de verdadeiro incentivo. O Rancho de Moldes compareceu fiel das tradições de Arouca.

Desde 1945, que o grupo se mantém em actividade permanente, trabalhando na recolha, preservação e divulgação do folclore e etnografia do Concelho de Arouca, tendo em 1958 adoptado o título que hoje ostenta. É um dos grupos fundadores da Federação de Folclore Português. Actualmente, é membro do INATEL, do RNAJ e da Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnografia.

O grupo divulga também, a polifonia vocal tradicional da região de Arouca, salientando-se os velhos cramóis (canto a três vozes) que são um verdadeiro tesouro cultural, tendo editado um CD de corais tradicionais de nome “Cantas e Cramóis”.

DANÇAS

Arouca viveu durante séculos em um comunitarismo agro-pastoril que lhe era imposto pela situação geográfica e por certo isolamento rural, apenas realizando alguns contactos com o povo duriense e da beira-mar, geralmente por altura das grandes festas e romarias de então, especialmente o Senhor da Pedra em Miramar.
O grupo apresenta danças populares e que são as que se confinam a dois períodos de actividade coreográfica, o de tensão e o de distensão, reguladas por um cantador integrado no suporte rítmico. Tais danças são caracterizadas pela sua serenidade e valseado.

As danças são essencialmente comunitárias e tinham uma função social meramente recreativa sem qualquer significado ritualista, mágico, litúrgico ou religioso, apesar de algumas delas estarem relacionadas com um determinado carácter laboral ou religioso, foram inventadas pelo povo para o seu divertimento.

E o nosso vídeo de hoje, em homenagem a este lindo grupo, é também uma das músicas mais significativas do nosso Concelho, o "Corre-Corre".

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Lendas da Rainha Santa - As Pêgas

(Arouca) - Após uma série de postagens sobre a história da Padroeira de Arouca, e a programação da festa que ocorre na freguesia, retornamos ao assunto de carácter folclórico, aquele que estamos mais dispostos a apresentar a todos que aqui freqüentam.

As lendas, fazem parte do universo folclórico, assim como a dança, a música, as rezas, as supertições, as crenças, os contos, os provérbios, o artesanato, os jogos, a religiosidade, os mitos e uma infinidade de outros temas que iremos abordar na continuidade deste espaço. O objectivo deste blog, além de expandir a cultura arouquense, é servir de ferramenta para que os grupos folclóricos se utilizem deste material, para agregar valor a suas representações para a sociedade na qual fará a sua actuação.

AS PÊGAS E A RAINHA SANTA MAFALDA
 
As pêgas são aves que pertencem à família dos corvídeos. Têm plumagem preta com reflexos metálicos, largas manchas brancas, e longa cauda. Chega a ter 50 cms. de envergadura quando têm as asas abertas. Têm um hábito peculiar: fazem grandes ninhos no cimo das árvores, para onde costumam levar objectos brilhantes.

"Diz o povo que no Século XIII, uma freira que professava no Convento de Arouca, entretinha-se a costurar e bordar nas suas horas de lazer junto à janela da sua cela, pois tinha mais luz e beneficiava do calor do sol.

Certo dia deixou o dedal em prata no peitoril da janela. Quando regressou à cela, verificou que o dedal tinha desaparecido. Pensou que ele tivesse caído na cerca do mosteiro, pelo que o procurou, mas o dedal nunca mais apareceu.

Passado algum tempo, a Rainha Santa Mafalda estava a rezar o seu rosário passando os dedos pelo seu valioso terço em ouro. Chamada para resolver um problema, pousou o terço junto à janela. Quando regressou, o terço tinha desaparecido. Procurou-se na cerca do mosteiro, fizeram-se preces e novenas, mas nada do terço.

Decorridos alguns dias, um lavrador da Aborrida (lugar contíguo ao convento), bateu à porta do Mosteiro e veio dizer que tinha visto uma pêga com um objecto brilhante no bico. Contou que lhe atirou com uma pedra porque ela voava baixo, e que a ave com medo, tinha deixado cair um terço. Atendendo ao valor do terço, pensou logo que se tratava dum objecto pertencente a alguém do convento, pelo que o queria entregar.

A alegria foi muito grande no Convento, por ter aparecido o valioso terço. A Rainha Santa Mafalda recolheu-se à sua cela, e quando foi à janela, verificou que um bando grande de pêgas esvoaçava  ruidosamente junto ao seu quarto.

Perante o ocorrido, a Rainha Santa Mafalda não se conteve, e irritada, disse em voz muito alta:

”Eu vos esconjuro suas ladras. Saiam da minha vista e desta terra para sempre”.

Diziam os antigos que, as pêgas quando chegavam aos limites do Concelho de Arouca, sentiam-se impedidas de prosseguir viagem e voltavam para trás. Durante séculos, diziam os nossos antepassados que as pêgas deixaram de existir em Arouca.

Festa em Honra à Rainha Santa - 2012

(Arouca) - Celebra-se no próximo dia 2 de Maio, a Festa em honra da Rainha Santa Mafalda.

Sendo essencialmente uma festa religiosa, a organização está a cargo da Real Irmandade da Rainha Santa Mafalda e da Paróquia de Arouca. 

Criada em 10 de julho de 1886, a Real Irmandade foi uma iniciativa do povo arouquense, para manter em Arouca, todo o legado histórico e cultural que estava instalado no interior do Mosteiro. Nos primeiros estatutos, encontrave-se escrito: "...“o fim da mesma irmandade é promover o culto Religioso da Rainha Santa Mafalda, conservar no maior asceio o tumulo da mesma Santa e a egreja...". A secular devoção do povo de Arouca à Beata Mafalda, constituia motivo suficiente para a criação desta Intituição, que tinha em vista dar continuidade ao culto que lhe era prestado.

Mesmo após os decretos de 1834, que integravam o patrimônio do Mosteiro de Arouca, como "bem nacional", a população não permitiu a retirada do patrimônio. Logo após a morte da última monja, dona Maria José Gouveia Tovar de Meneses em 3 de julho de 1886, as autoridades civís tentaram retirar do convento os objectos de culto. A população levantou-se, considerando este acto uma usurpação e não deixou sair do seu extinto convento os riquíssimos paramentos que o governo alí mandava buscar. Estes paramentos, que ainda hoje fazem parte do espólio do Museu de Arte Sacra de Arouca, tinham como destino as igrejas da Índia portuguesa.

Desde o camponês mais humilde aos clérigos e letrados, todos se reuniram em defesa do património do seu mosteiro. Logo em 1886, no acto da fundação, solicitaram a sua alteza, o Príncipe Real D. Luís, que se declarasse Juiz perpétuo da Real Irmandade da Rainha Santa Mafalda de Arouca e às instâncias competentes, o diploma que permitisse o uso do termo “REAL”. Esta petição não é ingénua, nem pretendia ser, apenas, uma mera atitude protocolar. Ela invoca, de forma implícita, a protecção régia para a recém criada instituição.

Sendo assim, após séculos de batalhas e proteção a divindade da Rainha Santa Mafalda, comemoramos mais um ano e mais uma Festa em honra a sua santidade, na qual a programação segue logo abaixo:

FESTA EM HONRA DE SANTA MAFALDA

A programação, foi desenhada nos moldes dos anos anteriores, e contará com a presença do Bispo Auxiliar do Porto, D. João Lavrador. Haverá também um concerto de orgão, e a apresentação do "Coral Mille Vocci", interpretando algumas músicas do Cancioneiro Popular.
 
29 de Abril

Concerto de órgão e voz: Nicolas Roger, organista titular do Mosteiro de AroucaÉric Saint-Marc, organista titular da igreja de Saint Jacques de Pau (França)Cecília Blais-Manzoni (soprano)
17h00 | Cadeiral do Mosteiro de Arouca

1 de Maio

Apresentação pública do CD "Rainha Santa" com concerto pelo grupo coral «Mille Voci» - Porto
17h00 | Cadeiral do Mosteiro de Arouca

2 de Maio

09h00 | Alvorada com o lançamento de foguetes.
09h30 | Desfile da Banda Musical de Arouca no Terreiro de Santa Mafalda.
10h45 | Acolhimento dos fiéis e devotos com concerto de órgão na igreja do Mosteiro.
11h00 | Missa Solene, presidida pelo Bispo Auxiliar do Porto, D. João Lavrador, cantada pelo Grupo Coral de Urrô e acompanhada ao órgão pelo organista titular, Nicolas Roger
14h00 | ENTREGA DA MEDALHA DE MÉRITO MUNICIPAL, Grau Ouro, à Rádio Regional de Arouca (Salão Nobre da Câmara Municipal)
15h00 | Concerto pela Banda Musical de Arouca no Terreiro de Santa Mafalda
16h00 | VISITA GRÁTIS AOS ESPAÇOS CONVENTUAIS (entrada pelo terreiro de Santa Mafalda).
17h00 | CERIMÓNIAS RELIGIOSAS E PROCISSÃO SOLENE PELAS RUAS DE AROUCA, com a representação das Irmandades e Confrarias do Concelho de Arouca e da Irmandade do Mosteiro de Lorvão.
18h30 | Continuação do concerto no Terreiro de Santa Mafalda.

Rainha Santa Mafalda

Pintura no Museu de Arte Sacra
(Arouca) - Mafalda de Portugal ou Mafalda Sanches (1195/1196 a 1/2 de maio de 1256 em Tuias), filha de D. Sancho I, Rei de Portugal e de Dulce de Aragão, recebeu em herança o nome de sua avó, a Rainha Mafalda de Sabóia, casada com o primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques.

Em 1215, celebrou-se o contrato de casamento com seu primo Henrique I de Castela. No ano de 1217, retorna a Portugal sem que o casamento tivesse se consumado, pois os laços de consanguinidade eram demasiadamente próximos, tornando o casamento nulo, mas carregando consigo o título de Rainha (de Castela).

Com a morte de seu pai D. Sancho I (1211), constava no testamento (do ano de 1210), o pedido para que o Mosteiro de Arouca fosse deixado a sua filha Mafalda. Além desta doação paterna, conseguiu ainda a Santa Rainha, que o seu irmão, agora em posição de Rei Afonso II, lhe concedesse os direitos reais e a jurisdição da Vila de Arouca, as propriedades e rendas de Estarreja e o padroado de diversas igrejas.

Brasão da Rainha
Recolhendo-se ao mosteiro de Arouca, após a anulação do casamento com Henrique I em 1217, foi hábil administradora, aumentando os bens fundiários, privilégios e renda da comunidade, revitalizando o mosteiro feminino de Arouca. Como padroeira, substituiu no ano de 1224, a regra de S. Bento pela de São Bernardo (Cister). Viveu no mosteiro entre 1217 e 1256.

Após a sua morte, logo ganhou fama de santidade. Em 1616 na abertura e exumação de seu túmulo pelo Bispo de Lamego, seu corpo foi encontrado incorrupto, gerando uma onda de fervor religioso. Iniciava-se o processo de beatificação. O seu túmulo e datado do Séc. XVIII, e se encontra dentro da capela principal do Mosteiro.

A 27 de Junho de 1793 foi beatificada pelo Papa Pio VI, sendo actualmente venerada sob o nome de Rainha Santa Mafalda, cuja festa litúrgica se celebra a 2 de Maio em toda a Igreja Católica e feriado municipal de Arouca em homenagem a sua padroeira.

domingo, 22 de abril de 2012

Espetáculo "Vivências" (2)


(Arouca) - Já o sol raiava, e os habitantes das aldeias do concelho de Arouca andavam á muito a trabalhar. O gado era o primeiro a ser acomodado, seguindo-se a vida no campo, onde trabalhavam estas férteis terras de sol a sol. Chegando a noite, a folia tomava conta destas gentes, onde as eiras eram o ponto de encontro para se divertirem no fim do dia de trabalho. As ditas eiras, davam palco a um dos mais belos repositórios das danças e cantares mais típicos desta região.

Durante a tarde do dia 25 de Março, a Santa Casa da Misericórdia de Arouca, organizou pela primeira vez um espectáculo de etnografia, mostrando a sua preocupação com os hábitos e costumes da sua terra. No âmbito de um estágio curricular da Licenciatura de Animação Cultural, Fernando Brito foi quem pensou nesta belíssima tarde.

Foram convidados dois dos mais dignos grupos representantes das tradições deste povo, o Grupo Etnográfico de Danças e Cantares de Fermedo e Mato e o Rancho Folclórico da Casa do Povo de Arouca, que mais uma vez mostraram ser grupos com muito orgulho em  defender estas terras.
O Grupo de Fermedo, entrou em cena com uma cantiga de trabalho, “Os olhos da Deolinda”, e encenou o espadelar do linho. Entretanto enquanto as gentes de Fermedo cantavam, o Rancho da Casa do Povo de Arouca entrou delicadamente e iniciou a sua actuação com uma das mais significativas danças desta região, a “Cana Real das Canas”, seguindo-se pela “Tirana”, “Vira de Cruz, "Meu Benzinho”, “Ciranda” e por fim, como terminavam todas as noites com o mais típico vira destas terras, um Vira Valseado, intitulado “Vira da Nossa Terra”.



Foi em grande número que as pessoas aderiram a esta iniciativa, fazendo assim uma assistência muito volumosa. A nós defensores da Cultura Arouquense, agradecemos esta iniciativa aos dois Grupos Etnográficos, ao apoio da Santa Casa da Misericórdia, e sem dúvida, a toda a assistência que esteve presente. A prenda do dia, em nosso tocador de músicas, é justamente o "Vira da Nossa Terra", interpretado pelo Rancho Folclórico da Casa do Povo.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Espetáculo "Vivências"

(AROUCA) - Acontece no próximo dia 25 de março de 2012, um espetáculo intitulado "Vivências", organizado pela Santa Casa de Misericórdia de Arouca.

"O dia começava bem cedo. Nas aldeias do Concelho de Arouca, o linho tornou-se um dos grandes ícones da região, onde as mulheres e homens tratavam-no de sol a sol, e nunca se cansavam.

As vozes, essas faziam-se ouvir a entoar nas encostas da serra, alegres e pantomineiras eram as das raparigas, interpretando um dos mais belos tesouros desta província “os cramóis”, ou seja, o canto a três vozes.

Já dizia o grande etnógrafo português, Pedro Homem de Mello, aquando de um artigo sobre o Douro Litoral referindo-se propriamente à região de Arouca, que as pessoas da serra ensinaram aos vareiros as cantas, no entanto os vareiros ensinaram aos serranos o vira.

Segundo este historiador, as danças mais características da região eram o Malhão, a Rabela, o Corre-Corre, o Senhor da Pedra, e o vira, que os da serra apelidaram de Vira Valseado.
O trabalho campesino começava bem cedo e muitas das vezes acabava bem tarde devido à grande alegria que o povo de outrora tinha".
 
A Santa Casa da Misericórdia de Arouca convida a recuar uns largos anos e ver então as grandes noites de serão de uma aldeia Arouquense, no dia 25 de Março de 2012 à partir das 14:30 no Centro de Dia Eng.º Afonso Brandão de Vasconcelos em Urrô.

Com a colaboração do Grupo Etnográfico de Danças e Cantares de Fermedo e Mato, Rancho Folclórico da Casa do Povo de Arouca, e em especial o folclorista Fernando Brito, componente da Casa do Povo e seu trabalho de estágio universitário.

R.F. As Lavradeiras de Canelas

(AROUCA) - O Rancho Folclórico " As Lavradeiras de Canelas", foi fundado no ano de 1985, tendo, como principal finalidade, fazer renascer o tradicional folclore iniciado naquela freguesia para participar na Feira das Colheitas na década de 40 e 50. 

Oriundo de uma freguesia com várias tradições, situada na margem esquerda do Rio Paiva, com as suas famosas casas de pedra e os seus telhados de xisto, este rancho organiza anualmente um Festival de Folclore num dos mais emblemáticos locais da freguesia, entre canastros, palheiros e uma grande eira, o seu folclore tem outro significado. Desta forma, procuram ser fiéis às tradições dos seus antepassados que cantavam e dançavam ao ritmo das colheitas e amores perdidos.

Para além do folclore, esta associação, é detentora de um vasto e admirável património etnográfico que se encontra exposto nos antigos palheiros do lugar das Eiras. A Algum tempo, tem uma escola de concertinas e violas, com o intuito de contribuir ao Rancho Folclórico. O mesmo, constitui um complemento extremamente importante para a preservação de um conjunto de objectos que fizeram parte do quotidiano de gerações passadas, e que ameaçam perder-se a cada dia que passa.
  
A Sede da Associação é neste momento uma obra de grande importância para a Freguesia, pois nela se realizam muitas actividades, como, festa de Carnaval, Festival de Folclore, teatros, torneios de sueca, convívios com o Rancho, desfolhada à moda antiga, Ceia de Natal, além de todas as semanas existirem as escolas de música, aulas de aerobica e ginástica para idosos, esta última duas vezes por semana e aos sábados ensaios do Rancho. 

Além destas actividades na sede da Associação ainda se organizam ensaios de teatros, reuniões da Direcção e Assembleia, apoio na Semana Cultural realizada pela Junta de Freguesia, apoio a outras Associações que tem realizado algumas das suas actividades (Associação de Pais, Associação do Centro Social, etc.)

O grupo possui duas gravações discográficas  que contém parte do seu repertório

E para complementarmos o nosso trabalho acerca deste grupo, colocamos em nosso álbum duas músicas características deste grupo, a "Trigueirinha" e a "Rusga", esta executada por este magnífico grupo no vídeo abaixo.

Lavradeiras de Canelas no Facebook

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Rainha Santa - Canções de Arouca

(AROUCA) - O património musical de Arouca foi ultimamente enriquecido e valorizado com a edição de 3 CDs áudio: dois deles editados por instituições arouquenses, como foi o caso da Banda Musical de Arouca e da Escola de Música de Moldes que, no dia 6 de janeiro, fez a apresentação pública de um Cd que serviu de suporte ao livro “Arouca a Cantar as Janeiras”.

Este livro resultou de um longo trabalho de recolha do professor Ramiro Fernandes que, durante cerca de 30 anos, registou centenas de cantares junto de pessoas de diversas freguesias do Concelho de Arouca, seguindo-se depois um moroso trabalho de transcrição musical que agora se encontra já disponível, quer no livro, quer no CD que o acompanha. Trata-se de uma obra que vem enriquecer o nosso Cancioneiro, nomeadamente na área dos populares cantares de Natal e de Janeiras e que contou com o apoio financeiro através da ADRIMAG.

 

Embora algo diferente, mas sempre no âmbito da musica popular arouquense foi também recentemente editado um outro CD áudio que, sob o título “Rainha Santa”, contém 11 melodias do Cancioneiro de Arouca interpretadas pelo Coral Mille Voci do Porto e que contou com o arranjo e harmonização do compositor arouquense Fernando Valente. Trata-se de um excelente trabalho que muito veio contribuir para a divulgação do nosso património não só musical, como também histórico e artístico.

Além da imagem da rainha Santa Mafalda na capa, e do cadeiral de Arouca na contracapa, o CD tem também um desenho do Mosteiro de Arouca da autoria de Tiago Ferreira e um breve texto de apresentação de Fernando Valente.

O Coral Mille Voci é uma Associação Cultural que iniciou a sua atividade em Junho de 1992 na cidade do Porto, como coral misto composto por cerca de 35 elementos e que desenvolve a maioria das atividades na região do Grande Porto, não deixando de atuar em todo o País, Ilhas e Espanha. O principal objetivo do agrupamento é a difusão da música coral polifónica ou acompanhada.

Além da Câmara e da Caixa de Crédito Agrícola de Arouca a edição deste CD contou também com o apoio da Real Irmandade da Rainha Santa Mafalda, junto da qual poderão ser adquiridos exemplares deste CD.
Refira-se que esta instituição já agendou um concerto com o Coro Mille Voci para o lançamento oficial deste CD em Arouca e que terá lugar por ocasião da festa da Rainha Santa Mafalda.

José Cerca - Do Meu Mirante

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

R.F. da Casa do Povo de Arouca

(AROUCA) O Rancho Folclórico da Casa do Povo de Arouca, está sediado na Freguesia central do Concelho. É um dos mais dignos representantes do folclore arouquense, sendo este um museu vivo de trajes, danças, cantares, usos e costumes de nossa gente.

Este grupo folclórico, foi fundado em 1972 com o nome de Rancho Folclórico de Arouca. Com a integração na secção cultural da Casa do Povo de Arouca em 1973, o seu nome viria a ser alterado para o nome que hoje ostenta.

Os seus cantares e dançares, partiram de uma recolha adjacente ao Cancioneiro de Arouca da autoria de Virgílio Pereira, sendo aqui fielmente representado. Manter vivas as tradições folclóricas e os traços de ruralidade do povo arouquense, eram os propósitos de seus fundadores e seguidores. Da Serrania ao Vale, do Paiva ao Arda, Arouca é um tesouro cultural evidenciado nos tablados que este rancho atua.

Com uma escola de aprendizagem para tocadores de concertina, e um grupo infantil e juvenil que, para além das danças do folclore arouquense, ensaia também canções do nosso cancioneiro levando suas apresentações a pequenos teatros. O grupo conta com cerca de 45 elementos.

Ao longo de mais de três décadas, este magnífico grupo actuou em festivais de folclore nacionais e internacionais, animou festas e romarias, e organiza anualmente em Agosto o seu festival de folclore. Em abril de 1990 e maio de 2001, atravessou o Atlântico em duas disgressões pelo Brasil, actuando nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Santos. Em 1998, representaria o folclore arouquense a quando da assinatura do protocolo de geminação entre a cidade francesa de Poligny e Arouca, sendo aí justamente homenageado pela associação portuguesa local, pelo apoio dado na criação de um Rancho Folclórico Lusitano. O grupo conta com várias apresentações televisivas, de destacar as participações em um “Especial Páscoa”, “Verão Total” e mais recentemente no “Portugal no Coração” a convite do Comendador César Soares, todos eles na RTP1.

E como homenagem, colocamos em nosso player uma música característica deste grupo, do Concelho de Arouca e localidades vizinhas que é a "Cana Real das Canas", e abaixo, mais este lindo vídeo da "Ciranda", transmitida no programa "Portugal no Coração" da RTP.