sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

As Janeiras

(Arouca) - Após as festividades de Natal, e a entrada do Ano Novo, chegamos ao tempo de cantar as Janeiras. Esta festividade secular portuguesa e presente em todo país, consiste na reunião de pessoas em pequenos grupos corais, que percorrem a Freguesia ou Vila, de casa em casa, de porta em porta, a cantar e festejar o nascimento do menino Jesus, o fim das festividades de Natal e o começo do Ano Novo.

Normalmente, as músicas são conhecidas pelo grupo, carregadas de loas religiosas, quadras de gosto popular e acompanhadas por instrumentos musicais, como a pandeireta, flauta, viola, cavaquinhos, ferrinhos, acordeão e bombo.

Após se posicionar nas portas da casas e cantar uma cantiga, os janeireiros esperam por uma retribuição do patrão da casa como forma de agradecimento. As guloseimas recebidas ficam para as crianças, e os "restos" da céia ou um pequeno lanche, como rabanadas, presunto, salpicão, pães e vinho, ficam para os mais adultos.

A duração das Janeiras, ocorre aproximadamente entre os dias 1 e 6 de janeiro. Religiosamente, o dia 6 de janeiro é considerado o "Dia de Reis", que simboliza o dia que os Três Reis Magos chegaram ao encontro de Jesus recém-nascido. Alguns historiadores, atribuem o surgimento das Janeiras, em carácter Pré-Cristão, por cultos e tradições pagãs relacionados ao solstício de Inverno.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Tradições musicais e outras de Natal em Arouca

(Arouca) - Na continuação das recolhas e gravações realizadas pelo grupo "Música Portuguesa a Gostar Dela Própria", fica aqui um pequeno excerto sobre os costumes natalinos em Arouca. Os cantares, ficam a cargo do Conjunto Etnográfico de Moldes de Danças e Corais Arouquenses.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

R.F. da Casa do Povo de Arouca - Cana Verde Remada

(Arouca) - A Cana Verde Remada apresentada pelo Rancho Folclórico da Casa do Povo de Arouca, é uma dança de roda de movimentos simples. Os rapazes passeiam de roda entre as raparigas, consoante as quadras, e, desta forma, percorrem por quase toda a roda. Os homens através destes movimentos, não possuem um par dançante fixo.

As quadras alternadas entre homens e mulheres, além de nos remeter a aspectos da natureza e/ou agrícolas, denotam uma troca de ataques e por fim um grande gracejo por parte do rapaz para com a rapariga.

O acompanhamento musical é composto de instrumentos como a concertina, violas, cavaquinhos, bombo, cantador e cantadeira.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

C.E. de Moldes - Vira Bom

(Arouca) - "A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria", é uma iniciativa coordenada e realizada por Tiago Pereira em conjunto com a colaboração de aproximadamente 20 pessoas. Tem como objectivos, recolher, organizar e divulgar a variedade cultural, musical e popular portuguesa, de forma peculiar, através dos seguintes pontos:

- Celebrar a maravilhosa variedade da música portuguesa.
- Trazer a música para a rua.
- Divulgar a música portuguesa e o autor português.
- GOSTAR da música portuguesa e aumentar-lhe o ego.

Como não ficarmos honrados com tal trabalho?

Dia 09 de dezembro, gravado no lugar de Moldes, Tiago Pereira com a colaboração de Rosa Pomar, estiveram em Arouca junto ao Conjunto Etnográfico de Moldes, a colocar algumas "cantas", com uma moda denominada "Vira Bom".


"Bota os carneiros lá fora
Que as ovelhas já lá vão
E Vira bom, bom, bom
E Vira bom, bom, bom
E Vira bom."


Para visualizar mais obras do maravilhoso trabalho de "A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria", sigam e acessem as seguintes páginas: Facebook , Vimeo , Homepage

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

2º Festival da Castanha de Arouca - 16 a 18 de novembro

(Arouca) - Arouca é conhecida como a terra da castanha. Terra de frondosos castanheiros, em que a castanha também dá nome a um doce conventual, acolhe a segunda edição do Festival da Castanha, de 16 a 18 de novembro, no Pátio Interior do Mosteiro. O evento pretende homenagear uma espécie endémica da região, o castanheiro, e o seu fruto, a castanha, e o seu uso na gastronomia e doçaria regional. Mostras gastronómicas, venda de produtos regionais, música, teatro, oficinas de dança tradicional, palestras, magustos e bailes populares pontuam estes dias.

A organização do evento é da responsabilidade da Casa do Povo de Arouca, da Câmara Municipal e da AGA - Associação Geoparque Arouca.

PROGRAMA
SEXTA-FEIRA, 16 DE NOVEMBRO
15:00 às 15:45 | Jogo «Conhecer a natureza» (*)
Tenda do Pátio do Mosteiro
15:45 às 16:30 | Oficina  «Uma tarde com a castanha» (*)
Tenda do Pátio do Mosteiro
16:30 | Magusto (*)
Tenda do Pátio do Mosteiro
18:00 | Abertura da tasquinha «O Castanheiro»
Refeitório do Mosteiro
21:30 | Estórias à volta da fogueira
Terreiro de Santa Mafalda
21:30 | Concerto de música tradicional: BATE E BALA
Tenda do Pátio do Mosteiro
23:15 | Peça Teatral pelo Teatro Experimental de Arouca
Tenda do Pátio do Mosteiro
23:45 | Concerto de música tradicional: TOQUE DE CAIXA
Tenda do Pátio do Mosteiro
01:30 | Arraial
Tenda do Pátio do Mosteiro
(*) Atividades destinadas a crianças até aos 8 anos/Mediante inscrição através do nº 256943575

SÁBADO 17 DE NOVEMBRO
14:30 às 17:00 | Venda de artesanato e produtos regionais
Terreiro de Santa Mafalda
14:30 | Colóquio «A castanha»
Biblioteca Municipal
14:30 às 17:30 | Passeio BTT - ROTA DO OURIÇO E DA CASTANHA
Concentração: Terreiro de Santa Mafalda
15:00 | Jogo «Conhecer a natureza»
Terreiro de Santa Mafalda
15:45 | Oficina: «Castanha com sabores»
Terreiro de Santa Mafalda
16:00 | BEBETECA «Castanha…castanhinha» (mediante inscrição)
Biblioteca Municipal
16:00 às 18:00 | Workshop de dança tradicional
Tenda do Pátio do Mosteiro
17:00 | Showcooking da castanha
Refeitório do Mosteiro
21:00 | Estórias à volta da fogueira
Terreiro de Santa Mafalda
18:00 | Abertura da tasquinha «O Castanheiro»
Refeitório do Mosteiro
21:45 | Concerto de música tradicional: RE-TIMBRAR
Tenda do Pátio do Mosteiro
23:45 | Concerto de música tradicional: PÉ NA TERRA
Tenda do Pátio do Mosteiro
02:00 | Arraial
Tenda do Pátio do Mosteiro

DOMINGO 18 DE NOVEMBRO
10:00 às 17:00 | Venda de artesanato e produtos regionais
Terreiro de Santa Mafalda
15:00 | Jogo «Conhecer a natureza»
Terreiro de Santa Mafalda
15:30 | Peça Teatral pelo Grupo Cultural e Recreativo de Rossas
Terreiro de Santa Mafalda
15:45 | Oficina: «Castanha com sabores»
Terreiro de Santa Mafalda
16:00 | MAGUSTO TRADICIONAL
Terreiro de Santa Mafalda
16:30 | Baile de magusto
Tenda do Pátio do Mosteiro

RESTAURANTES ADERENTES (ementas especiais em todos os restaurantes aderentes): Varandinha | Assembleia Wine Bar & Restaurant | Casa no Campo | Pedrógão | Trilobite | Tasquinha da quinta | Quinta Além da Ponte | O Mota

ALOJAMENTO ADERENTE (pacotes promocionais): Hotel São PEDRO | Hotel Rural Quinta de Novais | Quinta da Vila | Quinta do Pomarinho | Vila Guiomar | Casa do Paúl

Programa sujeito a alterações.

Colaboradores: Associação Florestal do Entre Douro e Vouga, Associação de Agricultores de Arouca, Teatro Experimental de Arouca, Escola Secundária de Arouca, Grupo Cultural e Recreativo de Rossas, BTT Arouca

INFORMAÇÕES: Tlm.: 917372470 (Casa do Povo) | Tel.: 256940220 (Câmara Municipal de Arouca)

Castanhas, Magusto e o São Martinho

(Arouca) - O Castanheiro é uma árvore duradoura, de folha pequena e dentada, que produz como sementes as conhecidas e apreciadas castanhas.

A castanha que comemos é uma semente que surge no interior de um ouriço (o fruto do castanheiro). Este fruto, nasce à partir dos 5 a 8 anos de vida da planta, mas só depois de aproximadamente duas décadas, é que sua frutificação passa a ser regular.

Consideradas, actualmente, quase como uma “guloseima” de época, as castanhas, em tempo idos, constituíram um nutritivo complemento alimentar, substituindo o pão na ausência deste, quando os rigores e escassez do inverno se instalavam. Cozidas, assadas ou transformadas em farinha, as castanhas sempre foram um alimento muito popular, cujo aproveitamento remonta à Pré-História.

Existem 2 tipos de castanheiro - o bravo e o manso - consoante a forma de regeneração e o tipo de exploração que se pretende. A um povoamento de castanheiros mansos, vocacionados para produzir castanhas, dá-se o nome de souto e a um povoamento vocacionado para produzir madeira, dá-se frequentemente o nome de castiçal. Para a obtenção de um castanheiro manso, enxerta-se uma pequena árvore do castanheiro bravo.

Magusto

O Magusto é uma festa ou encontro popular, cujas formas de celebração divergem um pouco consoante as tradições regionais. Grupos de amigos e famílias juntam-se à volta de uma fogueira onde se assam castanhas para comer, bebe-se a jeropiga, água-pé ou vinho novo, fazem-se brincadeiras, as pessoas enfarruscam-se com as cinzas, cantam-se cantigas. O magusto realiza-se em datas festivas: no dia de São Simão, no dia de Todos-os-Santos ou no dia São Martinho. Inúmeras celebrações ocorrem não só por Portugal inteiro mas também na Galiza (onde se chama magosto, em galego) e nas Astúrias.

Lenda de São Martinho 

Diz a lenda que Martinho, nascido na Hungria em 316, era um soldado. O seu nome foi-lhe dado em homenagem a Marte, o Deus da Guerra e protector dos soldados.

Certo dia de Novembro, muito frio, estando em França ao serviço do Imperador, ia Martinho no seu cavalo a caminho da cidade de Amiens quando, de repente, começou uma terrível tempestade. A certa altura surgiu à beira da estrada um pobre homem a pedir esmola. Como nada tivesse, Martinho, sem hesitar, pegou na espada e cortou a sua capa de soldado ao meio, dando uma das metades ao pobre para que este se protegesse do frio. Nessa altura a chuva parou e o Sol começou a brilhar ficando, inexplicavelmente, um tempo quase de Verão.

Diz-se que Deus, para que não se apagasse da memória dos homens o acto de bondade praticado pelo Santo, todos os anos, nessa mesma época, cessa por alguns dias o tempo frio e o céu e a terra sorriem com a bênção dum sol quente e miraculoso. É o chamado "Verão de São Martinho"

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Centro de Interpretação das Pedras Parideiras

(Arouca) - Será inaugurado no próximo dia 03 de novembro às 15:30, o Centro de Interpretação e o núcleo museológico das Pedras Parideiras. A estrutura também é composta por um percurso pedonal de visita, em torno da pedra principal de afloramento. Obra orçada em cerca de 190 mil euros, financiada em cerca de 60% pelo programa PRODER (Programa de Desenvolvimento Rural), medida 3.1, gerido localmente pela ADRIMAG.

Pedras Parideiras da Castanheira

(Arouca) - Na aldeia da Castanheira, freguesia de Albergaria da Serra, ocorre o mais famoso fenômeno geológico de Arouca, conhecido por Granito nodular da Castanheira ou de maneira popular por Pedras Parideiras.

As Pedras Parideiras. são fruto de um fenômeno geológico raro, onde um pequeno tipo de pedra, se desprende de uma rocha maior, denominada rocha-mãe.

Os nódulos (encraves ou jogas) que se separam, possuem de 1 a 20 cm. de diâmetro, e são compostas pelos mesmos elementos mineralógicos do granito. Estes nódulos ao se desincrustarem dos núcleos da rocha-mãe, deixam uma camada externa em baixo relevo e espalham-se à volta desta. Transformadas a cerca de 280 a 320 milhões de anos, encontram-se sempre emparelhadas em rocha mãe e filha, que se vão soltando com a erosão dos tempos.

O granito da Castanheira é considerado uma "anomalia" do granito da Serra da Freita. Em 1993, três geólogos do Reino Unido publicaram um estudo sobre a génese deste granito. Concluíram que a sua formação terá ocorrido devido à separação, na fase final da cristalização magmática do granito, de um fluido cloretado rico em voláteis. No processo ter-se-à gerado um gradiente químico na interface magma / bolha de voláteis, que favoreceu a complexação e a mobilização de ferro do magma residual. A bolha, menos densa que o magma, terá ascendido, ficando como que a flutuar no tecto desta porção da câmara magmática.

Este tipo de granito é único em Portugal e raro no mundo. Estão situadas na Serra da Freita em Portugal e na Rússia, perto de S. Petersburgo. Por se tratar de um fenômeno raro, pede-se aos visitantes destes locais que não recolham pedras para uso pessoal. Mitologicamente as Pedras Parideiras simbolizam a fertilidade na tradição da região, ainda presente nas crenças locais. Acredita-se que dormir com uma pedra parideira debaixo da almofada, aumenta a fertilidade.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

68º Feira das Colheitas - "Instantâneos"

(Arouca) - Chega ao fim mais uma edição da Feira das Colheitas. A festa e feira mais aguardada do ano, seja em nosso Concelho ou Distrito, tem o poder de crescer, se reinventar e divulgar a cultura e vida do povo arouquense, misturando aspectos do passado ao presente.

Em uma Vila renovada e levemente modernizada, a Feira das Colheitas sofreu um enorme salto de qualidade, seja nos aspectos visuais, estruturais e consequentemente, na qualidade de tudo que nos foi apresentado. Deixamos registados em imagens os instantâneos deste ano. Ansiosos, esperamos a próxima edição, desejando os melhores votos econômicos e festivos, sem nunca perder a simplicidade e alegria do povo arouquense.

Fotos: Município de Arouca/ Flanklim Ferreira - Montagem: António Gabriel (Folclore de Arouca)